About

“Escutar é um dom que abracei e desenvolvi no exercício do cotidiano. Em meio ao burburinho e caos de uma multidão, ou imersa em meus próprios pensamentos.”

Em 2001 conclui a faculdade de Psicologia, apesar da certeza de que a vida me fez psicóloga antes disso.

Escutar é um dom que abracei e desenvolvi no exercício do cotidiano. Em meio ao burburinho e caos de uma multidão, ou imersa em meus próprios pensamentos. Esse breve relato auto-referente, deve parecer estranho, porém aos desavisados, ressalto que o principio de saber escutar, está em transmitir a sua própria experiência: o exercício de se escutar.

Comecei onde acredito que se deve começar, quando dei início a minha análise pessoal aos 15 anos. Nesse tempo não imaginava que a prática de se auto-escutar me levasse a profissão que exerço com paixão, me tornando assim uma profissional da escuta.

Como quase tudo que corre simultaneamente numa espécie de espiral ascendente, assim foi meu desenvolvimento pessoal e profissional. Quanto mais me aprofundava na análise da minha escuta, mais e mais me capacitava a escutar o outro. Informalmente, escutei notívagos sentados frente a um balcão, ou perdidos, vagando em meio aos seus devaneios noturnos. Foi quando, uma importante figura me disse, em meio ao “Kaos” de sua percepção: “Você leva jeito para isso!”

Daí meu caminho foi ficando mais claro e busquei as ferramentas acadêmicas que me instrumentasse a isso. No exercício acadêmico aprendi sobre instrumentos, que me auxiliaram no esboço de uma moldura flexível para a minha escuta. “Então “me “aventurei na escuta daqueles chamados popularmente: “loucos varridos”,” pinel da cabeça”,” doente mentais” ou como prefiro chamar sujeitos diferentes em sua existência sofrimento. Por um período importante fui refinando a minha escuta e agregando novas ferramentas.

Desenvolvi parceria fundamental com a Terapia Ocupacional, que em muito agregou para a inclusão das artes como mais uma ferramenta de possibilidade, dentre tantas outras que fui recolhendo na minha experiência com a “loucura”. Lá ouvi dizer que “– A loucura é dividida!” (expressão de um PC). Dessa maneira entendi que levei algo de lá comigo, mas também contribui com uma parte.

Continuando meu percurso escutei os desabrigados de rua, em meio à realidade de suas mazelas físicas e de abandono. Percorrendo abrigos, para juntar pedaços que trouxessem algum sentido e explicação para aquelas sofridas existências. Ao mesmo tempo escutava dos bem aventurados, abrigados e de livre acesso, as possibilidades de consumo e como sentiam a ausência de recursos subjetivos que preenchessem o vazio. Não existe a mentira e sim a verdade do outro!

Entendo, que cada um sabe o tamanho de sua dor, ou como diz um provérbio popular: “Só o dono da colher que mexe, é que sabe a temperatura da panela.” Gosto da sabedoria popular, que de uma forma simples diz “verdades”, às vezes muito complexas de se explicar.

Enfim sou uma profissional da escuta, do constante aprendizado, da análise e daquele cuidado peculiar, que só emerge na sensibilidade de olhar o que de fato o outro precisa ou necessita.

Uma resposta para About

  1. Glaucia disse:

    AMEI!!!!!!! Li e realmente te vi no texto, perfeito!!!! Parabéns amiga!!!!!!

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