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MUNIZ, P. L.Do Caco à Fala ( um estudo de caso) In: A Clínica: Cenário de Subjetividades. (org).  VAZ. V. Ana Claudia, GOMES. C. Ana Paula, GONÇALVES. G. F. Rita de Cássia – V Jornada de Psicologia da Associação Pestalozzi de Niterói. Niterói: Nota Bene Editora e Comunicação Ltda, 2007. v.5. p.72 – 77

Do Caco a Fala (um estudo de caso)

A minha chegada à enfermaria de Longa Permanência foi de imediato precedida, pelo meu primeiro encontro com Zoya. É a partir deste encontro e do desenrolar dos seguintes, que estarei apresentando o trabalho que pude desenvolver com esta paciente e as questões que se colocaram, ao longo de minha breve passagem por este Serviço.

No meu primeiro encontro com Zoya , tive a princípio, a mesma impressão compartilhada por outros membros da equipe, descritos em seu prontuário. Zoya personificava a imagem de uma paciente nada convidativa a uma aproximação. Possuía um vasto histórico de agressões a técnicos e pacientes descritos em seu prontuário. Além de uma aparência intimidante e gestual bizarro. Assim que cheguei à enfermaria encontrei Zoya na porta e desde então ela parecia me seguir a todos os lugares da Enfermaria. Dirigia-se a mim, com um comportamento bizarro (coçar de orelhas) e uma fala ininteligível, que tomei como uma espécie de cumprimento. Sem nem imaginar qual seria a intenção da “ladainha” que dirigia-me eu respondia concordando ou tentando oferecer coisas: “Quer isto ou aquilo”…Eu dizia tentando atender aquilo que não entendia. Hoje percebo, o quanto estava sendo econômica na minha escuta. Via que a cada oferta quase sempre aceita, ela continuava insistindo com a mesma “ladainha” ininteligível. Eu estava apenas reproduzindo o paradigmático comportamento de cuidado e maternagem, tão comumente ofertados a essa clientela.

Percebi que ela se dirigia assim para outros técnicos e que respondiam sempre da mesma forma: ofertando coisas que pudessem ser do seu interesse (paçoca, cigarros…). Ainda assim, ela continuava a insistir ou dirigia-se a outra pessoa. Parecia pedir algo diferente daquilo que recebia de nós. Porém sua insistência acabou por tornar-me curiosa sobre sua história, o que me levou a fazer um levantamento de seu prontuário, no qual tive acesso a alguns dados de sua história. Zoya chegou ao hospital em 1979, trazida pela Fundação Leão XIII. Dizia ter vindo de São Paulo com sua irmã para procurar seu pai, que estava no RJ. Havia trabalhado como balconista de Bar e em casa de família em São Gonçalo, porém chama-me atenção o fato de ter freqüentado a escola: tinha sido alfabetizada.  Nesta época aparentava 18 anos, segundo registro de seu prontuário. Zoya foi trazida por ser uma paciente bastante agressiva e de comportamento inadequado e bizarro. Agrediu a assistente social e batia repetidamente em sua própria orelha (como alguém que tenta tirar algo dela). Varias vezes Zoya foi trazida emergência, internada no SIAF até que foi transferida para a Longa Permanência em 1983. Durante estes 24 anos que Zoya esteve no hospital, poucas alterações aconteceram ao em seu quadro. Em recentes registros pude ter acesso a descrição de algumas mudanças no comportamento de Zoya devido ao acompanhamento muito próximo feito por uma estagiária do serviço social.

Até minha entrada na enfermaria, Zoya vinha sendo acompanhada, com maior proximidade, por um período de um ano, pela estagiária em serviço social Jorgina Tomacelli. O investimento desta estagiária possibilitou que Zoya, após 10 anos de reclusão, saísse da enfermaria para passear e lanchar, sem medo de cair, freqüentar uma atividade fora do espaço do hospital e endereçar algumas falas e pedidos a ela.

O que me chama mais atenção neste trabalho é a forma que Zoya estabelece o vínculo com Jorgina e como ela nomeia a mesma. Ela tinha o mesmo padrão de procura e insistência, que tinha comigo, que era a forma com que se colava e solicitava a técnica, além de chamá-la de Pai. Reconheci nisso alguma familiaridade. Já que Zoya também procurava-me desta forma, só que chamava-me de Mãe. Como descrito no trabalho de Jorgina, Zoya fazia pedidos a ela como a um pai, para mim, fazia Zoya pedidos como quem faz a uma mãe: pedia-me para voltar a minha barriga e nascer de novo, ou que eu a limpasse porque ainda era pequenininha e precisava de mim, ou quando disse que entendia que eu não passaria o dia das mães com ela, pois estaria com sua irmã (sic). Isto foi levantado por ela, sem a menor referencia ao nosso atendimento anterior, daquele dia. Neste dia, Zoya falava de como era a escola e mencionava sua professora. Pareceu-me que Zoya elegia aqueles que ficariam mais próximos a ela. Algo do trabalho de Jorgina fez-me pensar na possibilidade de que, aquilo que Zoya queria era uma continuidade do trabalho iniciado com ela.

Embora fosse insistente em sua “ladainha” com todos os técnicos, algo acontecia para que ela se colasse, em alguns técnicos, e a partir daí era como ela estivesse oferecendo-se para que se trabalhasse com ela. Seria isso o inicio de um vinculo? Era como se uma inusitada brecha surgisse, entre um tênue limite que separa o cuidado da maternagem. Tão sutil, que passava desapercebido. Em geral ou ficamos fixados num papel de priorizar os cuidados estabelecidos por uma rotina fria e distante ou nos deslocamos para o seu oposto, em que se fica tão próximo afetivamente do paciente, ou seja, maternal. Nem tão longe, nem tão perto demais.  Era preciso uma escuta atenta e paciente. Era difícil, mas apostei que ela queria que eu a escutasse. Ela tinha algo a dizer da sua “maluquice” e fui atrás disso.

Em supervisão do serviço discuti a possibilidade de tentar levar um caderno de caligrafia para Zoya pensei na escrita como um instrumento para delimitar nossos encontros e tentar resgatar algo de suas lembranças. Eu estava obcecada com a idéia de descobrir algo, de sua origem, que nos ajudássemos a encontrar a sua família, pois pensava que era isso que queria e o que eu podia fazer. Comecei, então, a fazer pontilhados de palavras simples, como casa, mãe, família, etc… e levá-los comigo. Perguntei a Zoya se ela lembrava-se da escola e ela conta os cinco dedos, me mostrando-me a mão. Não entendo os murmúrios e digo que estou muito interessada em entender melhor o que ela diz. Zoya responde: “a, e, i, o, u. vogais!” (dá uma gargalhada). Vou então correndo para a sala dos técnicos buscar meus papéis e ela vem atrás de mim, como sempre, só que entra fecha a porta e se senta. Tive receio de ficar a sós com ela, mas esperei para ver o que acontecia. Pego os papéis e pontilho as vogais para ela. Ela sempre pegava a caneta e escolhia aleatoriamente qualquer vogal para começar, perguntando: “É aqui mãe?” Deixava-a livre para começar por onde quisesse. Sempre no decorrer do pontilhado tinha uma vogal que chamava mais a atenção dela, essa, reproduzia várias vezes a mão livre. Num desses atendimentos, em que Zoya vinha atrás de mim, enquanto eu estava na sala dos técnicos, ela se fixa a vogal “e” pergunto se gostou mais dessa e ela responde: “É e de escola… merenda de pão com salsicha e sardinha” (sic). Disse isso com tamanha clareza e deu, o que pareceu-me, um colorido nostálgico a sua fala. Continuou a falar palavras soltas que se referiam ao tema “escola” e logo depois se disse cansada e pediu licença para sair. ‘‘Mãe eu estou cansada. Posso ir?”Percebo que Zoya se cansa rápido com nossas conversas. Era como se mantivesse um esforço muito grande para organizar seus pensamentos, em torno de uma única idéia. Era exigência demais o que levou-me a ficar bastante atenta aos seus limites para que meu entusiasmo não a forçasse demais.

Desta forma estabeleceu-se um instrumento, construído por nós duas, que funcionava como um lugar de ancoramento, de onde partia a fala de Zoya. A vogal se tornava um ponto de fixação ou um lugar de onde Zoya partiria com sua fala, em que podia pedir, endereçar e dar parâmetro para possíveis respostas. Contudo comecei a questionar qual seria o limite desse instrumento. Esse instrumento estaria sendo pedagógico ou clinico? Trabalhávamos do caquinho de palavra, para se chegar à fala.

Algo de novo surge então, ela passa a trazer o ponto em que ancora a sua fala, quando espontaneamente trouxe sua primeira consoante, e começa a dirigir-se a mim. Entro para a sala e fico lá esperando que ela me procure, ela sempre aparece mais ou menos no mesmo horário, terças e sextas. Chega e pega um papel em branco e escreve um “c” bem forte e amassa o papel. Pergunto a ela o que houve e ela disse agitada: “É c é c. chateada com você!” Suponho que ela referia-se a oficina de musicoterapia, onde dividi minha atenção com outras pacientes. Ela disse: “A Candelária é maluca. Bate nas pessoas. Você não pode deixar!”.Parecia referir-se a uma série de situações, em que a paciente Candelária agredia-me e Zoya entrava no meio para bater nela. Isso havia acontecido, antes da musicoterapia começar, no dia anterior. Conversamos sobre isso, mas ela parecia não me ouvir. Dizia: “Você não é mãe delas! São mal educadas! Sai batendo a porta e retorna dizendo:” Você não queria saber do meu pai? Vim para cá procura-lo com minha irmã, ta? Eu era pequeninha…”Ela refere-se ao nosso último atendimento, quando a interroguei sobre sua vinda de SP para cá. Neste encontro referia-se muito ao bairro de Diadema (SP), como o lugar que trabalhou num balcão de bar, mais a frente, irá explicar que trabalhou lá com o pai.

A partir daí, Zoya abandona nosso instrumento (uso das vogais como ponto de partida de nossas conversas) e passa a me procurar com algumas exigências: me pede para fazer arroz doce: “Mãe faz aquele arroz doce de quando era pequenininha?” Falava isso, em meio a suas expectativa com as comidas típicas que seriam servidas na festa junina da Longa. Respondo que não sei fazer isso e ela insiste, até que peço que me ajude a lembrar. Todas as vezes que tentei contradizer Zoya sobre não ser sua mãe ela me respondia “Mãe que maluca é você, hen?”. Acabei por desistir dessa tática e passei a não contestar mais isso. Acabo por dizer a Zoya que não me lembro e peço que me ajude com isso. Ela relata várias histórias sobre isso e sempre finaliza: “Ta esquecida mãe… Confusa… Que maluca!” (gargalhadas) e sai. Apesar de Zoya me chamar de mãe, como também chamava outros técnicos, observo que dirige-se, a mim, com alguma diferença. Embora se volte sempre com um semblante enternecido, é respeitosa e distante fisicamente. Percebo esse vínculo, diferente desse lugar de maternagem, estabelecido com os técnicos. O que faria então, a nossa relação funcionar diferente, deste lugar oferecido pelos outros? Quais foram os limites para que esse instrumento cacos de palavras, construído por nós, não tenha se tornado pedagógico? Sendo a escrita um instrumento que pode servir a pedagogia, que me orientou no inicio de meu trabalho com Zoya, o que aconteceu para que isso tenha se tornado um dispositivo para a clinica? Como se valer de instrumentos pedagógicos ou educativos (ortopédicos), muitas vezes necessários, com essa clientela, sem dispensar a singularidade de cada um?


Hoje Zoya continua seus passeios para fora da enfermaria. Sai sem medo de cair, vai a cantina e toma café com bolinhos, acompanhada por mim. Pede sempre que coloque na conta da mãe dela e me pergunta se já está uma mocinha. Quando digo que esse será nosso último passeio juntas diz para que aproveitemos então. Chega a enfermaria e diz: “Mãe (perplexa) você vai estar sempre comigo! Que maluca! {gargalhadas e sai}”.

Estar diante da psicose e não recuar é ter que trabalhar na transferência

É muito comum na enfermaria perceber que cada paciente tem seus eleitos entre os técnicos, como descrevo no caso. A esses se dirigem e respondem de alguma maneira. Isso dependerá da ascendência desse outro, ou seja, o que a palavra vinda desse outro causa e o lugar que o técnico ocupa nas representações subjetivas do paciente. É algo que se estabelece a despeito de nossa vontade. Segundo Freud (Freud 1912. p, 136), o paciente estabelece uma espécie de vinculação que tanto pode ser por uma via amorosa ou hostil com o técnico. A psicose em pacientes institucionalizados, não tratados pelo modo analítico, a transferência ocorre com maior intensidade e sob as formas mais indignas e apresentam o mais claro colorido erótico. Contudo esse aspecto intenso e quase maciço da transferência na psicose não impede que ela se sustente apenas fragilmente[1]. Muito comumente o técnico ao qual o paciente está transferido passa a ser incluído em alguma serie delirante. Freud (1914 – 1915) chamava -nos a atenção para outro fenômeno que estaria em jogo na relação transferêncial, que seria a contratransferência, que poderia estar presente em nossas mentes. Esta nos adverte para que não devolvamos na “mesma moeda” os conteúdos transferidos pelo nosso paciente nem rejeitemos isso. Deixar-nos levar por sentimentos pelos nossos pacientes pode acabar colocando-nos  em uma situação que nos leve mais longe do que pretendíamos. Freud (1915) esclarece que a técnica analítica exige que se conduza o paciente abstêmio da satisfação dos anseios que dirige ao médico, ou seja, que ele negue satisfação. Porém não se trata de negar tudo, mas sim de sustentar seu anseio para que a persistência o incite a trabalhar e efetuar mudanças, através de substitutos. Por isso a importância de nos mantermos neutros, mas sensíveis àquilo que nosso paciente nos demanda. Não se trata de repelir o amor transferêncial, mas sim de recusar-lhe qualquer satisfação, que diga a favor do fechamento de suas demandas. “No que diz respeito às suas relações com o médico, o paciente deve ser deixado com desejos insatisfeitos em abundância. É conveniente negar-lhe precisamente aquelas satisfações que mais intensamente deseja e que mais oportunamente expressa”.(Freud. 1918. p, 206).

O estar diante à psicose e não recuar diz respeito a um certo lugar, na transferência, que devemos ocupar através da convivência com esses pacientes. A clínica da psicose transcende a prática específica de cada profissão, ela exige um posicionamento mais complexo. Nos valer da transferência para o tratamento da psicose, é algo que de inicio nos traria algumas interrogações. Conviver ou estar junto da psicose nos coloca num lugar que está para além do cumprimento de nossas tarefas e que nos exige acompanhar a vivência e o trânsito desses pacientes pela enfermaria. Uma presença marcada pela proximidade acolhedora e um certo distanciamento. E é essa posição difícil, frente à psicose, de se estar nem tão perto ou longe demais que nos orienta para um tratamento possível a psicose. Conforme os referenciais psicanalíticos que me valeram na orientação deste trabalho pude entender a convivência como determinante da construção de pontes com à psicose, criando laços para aqueles que por estrutura possuem dificuldades em mantê-los. Trata-se da construção diária, junto ao paciente, de um percurso que é marcado dentro da transferência e do manejo desta.

A transferência circula em meio à diversidade de integrantes de uma enfermaria e o manejo que a psicanálise orienta e propõe, deste conceito, cria possibilidades pelo convívio, a um possível acolhimento de como a psicose se coloca para cada um em sua existência. Para se tratar não se bastaria querer entender e sim acolher a existência do sujeito psicótico. Saber que somos recolhedores de fragmentos de uma existência despedaçada e que aquilo que nos endereçam pode, em algum momento, tornar-se significativo na reorganização desse sujeito. Significa que precisamos dar conta de nossa angústia e esperar o tempo desses sujeitos. Não se trata de uma espera passiva, já que nossa presença na convivência, com a psicose, por si só é provocadora aos pacientes. Com relação a nossa angústia deveríamos retorná-la sempre as discussões com a equipe para que possamos fazer conexões sobre o que orienta nosso trabalho e relações, com os pacientes. Transformar isso em energia motivadora a clinica da psicose. E que isso possa estar sempre retornando a nossa reflexão: sobre o lugar que podemos estar junto[2] aos pacientes e o que eles nos demandam.

Sendo assim, aquilo que nos poderia parecer tão pouco, é justamente o meio de criar possibilidades de vida. Não deveríamos orientar-nos procurando meios que nos levem a um pseudomanual, quando na verdade o meio está presente todo o tempo lá. Conviver, conviver e recolher…Este e um árduo trabalho a ser feito, mas quando possível, é o ponto pelo qual se deve começar e um importante trabalho a ser feito.

BIBLIOGRAFIA

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LOBOSQUE, Ana Marta. (2001) “Movimento antimanicomial e instituição psicanalíticaI: Encontro interrogado”. Em: Experiência da loucura. Rio de Janeiro: Garamond, 2001.

________________. I”Luta antimanicomial e direitos humanos: em pé de igualdade”I. Em: Clínica em movimento: por uma sociedade em manicômios. Rio de Janeiro: Garamond, 2003.

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VASCONCELOS, Eduardo Mourão. (1997) “Desinstitucionalização e interdisciplinaridade em saúde mental”. Caderno IPUB, Vol.p, 19 – 42.

NOTAS:

[1] Em “Les psychotiques résistent mal au transfert” (Czermak. 1998 p.92) traz um exemplo sobre a transferência na psicose que esclarece essa característica, que nomeio como maciça e frágil. Um jovem com problemas na escola desenvolve a psicoterapia por alguns anos. Até então, não possuía uma psicose aparente. Sua psicoterapeuta saía de férias sempre no verão retornando em setembro. Ela demandava que ele voltasse a chamá-la sempre em setembro. Numa dessas férias ela se abstém de demandar que ele a procure em setembro. Este evento acaba por detonar o desencadeamento do quadro psicótico de erotomania. Como ela não demandou seu retorno, uma semana após ele se vê transferido por uma moça do consultório que, até então, praticamente nunca tinha falado.

[2] Segundo Fernandes, em “Dicionário Brasileiro Globo” (1993, p337 e 439), o significado da palavra estar é: “… manter-se (em certa posição); permanecer; ser presente; persistir; assistir; comparecer; ter disposição ou tenções…” e para a palavra junto é: “Contíguo; próximo; unido; chegado; incluído; aproximadamente; perto; juntamente; ao lado;  próximo ª…”.

2 respostas para Artigos

  1. JOÃO CARLOS BRUM DA SILVA disse:

    OLÁ AO LER ALGUS ARTIGOS FIQUEI MUITO EMPOLGADO SOBRE OS CONTUDO DOS MESMOS .
    GOSTARIA SE POSIVEL RECEBER ALGUS ARTIGOS PARA PESQUISA.
    RASÃO PELA QUAL ESTOU CURSANDO TÉCINICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO.
    E DECEDI FAZER O TCC. SOBRE A SAUDE MENTAL DOS TRABALGADORES.
    DESD JÁ FICO GRATO.

  2. Paula Muniz disse:

    Olá João! Obrigada pela sua leitura. Bem…Me mande por e-mail o titulo de seu trabalho ou escreva mais especificadamente sobre o assunto. Tendo seu assunto mais delimitado, minha ajuda com textos será mais diretiva e eficaz, ok? Assim seleciono o que tenho aqui para te indicar. Sucesso com seu projeto!
    Paula Muniz

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